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Diversos fatores podem contribuir para as alterações da arcada dentária, levando os dentes a ficarem “tortos”, como o uso de chupetas. A respiração oral é uma dessas causas e ela pode ser causada, ou agravada, pela rinite. Durante o processo de correção dos dentes é importante que seja avaliado se o seu filho respira de forma correta, pelo nariz. Caso ele tenha rinite, ele deve ser tratado.

Tanto a rinite, quanto a sinusite podem cursar com obstrução nasal. A obstrução nasal, por sua vez, pode causar ou contribuir para a respiração oral, roncos e apneia do sono. A maioria das pessoas com apneia do sono, entretanto, apresentam alguma causa específica para o problema, como obesidade ou problemas anatômicos (ex: desvio de septo nasal, hipertrofia da adenoide). Pessoas com apneia do sono devem procurar o médico (otorrinolaringologista ou pneumologista) para tratamento.

Não, mas é importante que a solução utilizada seja bem conservada e que o volume seja adequado para o seu filho. O médico pode lhe orientar melhor essas questões e a técnica correta de aplicação do soro.

Soro fisiológico é uma solução de cloreto de sódio na concentração de 0,9%.

Não. O tratamento com medicamentos na rinite alérgica é feito para diminuir a inflamação (irritação) do nariz e os sintomas. Os medicamentos disponíveis são muito eficazes e normalmente conseguem controlar os sintomas e permitir ótima qualidade de vida. Diversas medidas nos ambientes que vivemos (como encapar colchões e travesseiros e não fumar dentro de casa) e mudanças de hábitos pessoais (como lavar o nariz com soluções de soro fisiológico) podem evitar o desencadeamento dos sintomas da rinite e diminuir a necessidade de medicamentos.

A limpeza do nariz com soro fisiológico é normalmente indicada para ser feita duas vezes ao dia. Durante quadros infecciosos (gripes, resfriados, etc.) e nas crises de rinite, a lavagem nasal pode ser feita mais frequentemente, quatro vezes ao dia.

A rinite é a inflamação do tecido (mucosa) que reveste o nariz, podendo ser causada por alergia (poeira, animais domésticos, mofo), irritantes (fumaça de cigarro, poluição ambiental) ou por infecções (resfriados). Sinusite refere-se à inflamação dos seios da face e o termo é normalmente empregado para quadros infecciosos. Na rinite alérgica, os sintomas mais comuns são de coceira e obstrução no nariz, espirros e secreção clara, transparente. Na sinusite, além da obstrução nasal, são comuns dor de cabeça, tosse e secreção nasal amarelada ou esverdeada.

Coceira no nariz e nos olhos, congestão nasal, espirros frequentes e secreção no nariz são os principais sintomas da rinite. Os pacientes com rinite costumam apresentar esses sintomas de forma recorrente, mas principalmente após contato com poeira, animais domésticos e irritantes, como fumaça de cigarro e poluição ambiental. Nas crianças, a rinite também pode se manifestar com tosse crônica, infecções recorrentes da via aérea superior (gripes, resfriados, otites), voz constantemente anasalada e roncos noturnos. Em casos de suspeita de rinite, o médico deve ser procurado.

A alergia possui um forte componente hereditário e crianças com história positiva, tanto pelo lado materno quanto paterno, possuem risco muito elevado de também desenvolverem alergia. Porém, isso não ocorrerá obrigatoriamente. Há ainda a possibilidade de a criança apresentar manifestação alérgica diferente da encontrada nos pais e, ao invés de rinite alérgica, desenvolver, por exemplo, asma ou alergia na pele.

Os ácaros da poeira são os principais responsáveis pelas alergias respiratórias no nosso meio. Diversas medidas simples podem reduzir nossa exposição a esses alérgenos, tais como: forrar o colchão e o travesseiro com material impermeável ou com capas específicas para ácaros; lavar a roupa de cama semanalmente; evitar revestimentos, decorações e objetos que possam acumular ácaros nos quartos (cortinas, tapetes, carpetes, bichos de pelúcia e almofadas); revestir móveis estofados (sofás e poltronas) com material sintético ou impermeável; limpar regularmente as superfícies com panos úmidos ou álcool. Além disso, é importante manter animais domésticos fora do ambiente interno do domicílio, evitar uso de produtos muito perfumados ou com fragrâncias intensas e não fumar dentro da casa.

Sim. A inalação com soro fisiológico auxilia na hidratação da via aérea e pode ser útil em alguns casos de tosse e obstrução nasal. É importante que o nebulizador seja higienizado corretamente e que a solução de soro fisiológico esteja estéril ou adequadamente conservada. As soluções de soro fisiológico, após abertas, devem ser conservadas em ambiente refrigerado e utilizadas em poucos dias, devendo ser preferidas as apresentações comercializadas em pequenos volumes e descartáveis. Em algumas situações, quando o objetivo é de fluidificar a mucosa da via aérea superior ou de melhorar sintomas nasais, a lavagem do nariz com soro fisiológico pode apresentar melhores resultados e ser de mais prática execução.

Os descongestionantes nasais tópicos apresentam diversos efeitos adversos e devem ser utilizados com cuidado em crianças e somente quando prescritos por médicos. Seu uso frequente pode lesar a mucosa nasal, causar sangramentos e induzir um tipo de rinite, denominada rinite medicamentosa. De modo geral, os descongestionantes nasais não são recomendados para crianças menores de dois anos de idade pelo risco de reações adversas graves. São preferíveis produtos com menor risco, que não agridam a mucosa do nariz como o soro fisiológico para lavagem nasal e melhora dos sintomas.

Não, o normal é que as crianças não ronquem. Diversas doenças e condições podem causar o ronco nas crianças e, nesses casos, é importante avaliar a frequência e intensidade do sintoma e conversar com o médico. Rinite alérgica e aumento da adenóide são as causas comuns de roncos em crianças. Crianças que roncam usualmente apresentam baixa qualidade do sono, fato que pode ocasionar diversos problemas, como sonolência diurna, baixo aproveitamento escolar e irritabilidade.

O resfriado é uma infecção causada por um tipo muito comum de vírus, o rinovírus. Os sintomas causados pelo resfriado são usualmente limitados e não intensos, regredindo após cinco a sete dias espontaneamente. Não há um tratamento específico a ser feito, sendo recomendado repouso e ingestão adequada de líquidos. Medicamentos sintomáticos podem ser utilizados para maior conforto durante o episódio. Analgésicos e antitérmicos podem ser usados em casos de febre, mal estar ou dor muscular e descongestionantes associados a antialérgicos podem ser úteis no controle da congestão e da secreção nasal. A lavagem nasal com soro fisiológico normalmente auxilia na melhora da congestão nasal e na remoção de secreções. O alívio dos sintomas é especialmente importante nas crianças para permitir que elas se alimentem e durmam de forma adequada. Como nas crianças as vias aéreas superiores são menores, as secreções produzidas durante o resfriado podem atrapalhar muito o bem-estar e a rotina dos pequenos. O acometimento da via aérea inferior (pulmões) não é comum e a complicação mais observada nas crianças pequenas é a otite média aguda (infecção do ouvido).

A vacina de gripe pode e deve ser aplicada às crianças alérgicas. Diversas sociedades médicas, como a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), recomendam que todas as crianças recebam anualmente a vacina. A vacina de gripe previne a infecção pelo vírus Influenza, que pode causar problemas respiratórios graves nas crianças. Entretanto, a vacina de gripe não previne a ocorrência de resfriado comum ou outras infecções virais, que podem causar sintomas semelhantes aos da gripe. A vacina da gripe é segura, não causa a doença e possui poucas contra-indicações, como a alergia grave ao ovo e algumas doenças neurológicas

Sim. Diversos estudos já demonstraram que a higiene nasal com soro fisiológico ajuda o funcionamento normal do nariz, removendo crostas, secreções e partículas que ficam aderidas à mucosa do nariz. A lavagem nasal com soro fisiológico contribui no tratamento da rinite alérgica e da rinite infecciosa (p.ex: resfriados), diminuindo os sintomas e a necessidade de uso de medicamentos sintomáticos. Há comprovação científica que o uso regular da higiene nasal por meio da lavagem com soro fisiológico também diminui o número de infecções respiratórias que habitualmente apresentamos.

A baixa umidade relativa do ar é danosa à mucosa do nariz. Nos dias muito secos, a mucosa do nosso nariz fica ressecada e a secreção nasal torna-se mais espessa e difícil de ser removida. Essa condição climática pode intensificar e desencadear sintomas (como tosse, obstrução nasal e pigarro) em pessoas predispostas, particularmente nas crianças. Beber bastante líquido é fundamental. A utilização de nebulizadores, umidificadores e recipientes com água ou panos úmidos nos cômodos melhora a umidade do ar e é recomendada nestes dias, principalmente durante a noite. Nesses casos, a umidificação da mucosa nasal por meio da lavagem com soro fisiológico reduz lesões da mucosa nasal e a formação de crostas, além de fluidificar secreções.

Os animais domésticos são uma importante fonte de alérgenos. Além dos antígenos (substâncias que reagem com o nosso organismo) próprios, derivados do pêlo, saliva e urina, há grande concentração de ácaros e endotoxinas no seu corpo, que também podem causar sintomas. Devido à complexidade de se retirar um animal doméstico da casa, é difícil estabelecer regras fixas e os casos devem ser avaliados individualmente e discutidos com o médico e entre os familiares. De modo geral, recomenda-se que os animais domésticos não habitem ou circulem pelo ambiente interno da casa de pessoas alérgicas, ficando reservados às áreas externas. Caso a família ainda não possua o animal, a gravidade do quadro alérgico e a presença de alergia específica ao animal devem ser consideradas na decisão sobre o assunto.

O contato com outras crianças e com diferentes microorganismos, especialmente os vírus, aumentam muito após o início do convívio escolar. Além disso, o desenvolvimento do sistema imunológico ainda não está completo nesta idade e, assim, é muito comum que as crianças fiquem mais frequentemente doentes após a entrada na escola. Este fato normalmente melhora espontaneamente com tempo. Nos casos de infecções recorrentes, é importante avaliar o número de infecções, a gravidade dos quadros e os sistemas ou órgãos do organismo em que elas ocorrem. As crianças que apresentam esses quadros devem ser avaliadas e acompanhadas pelo médico. As orientações gerais incluem alimentação balanceada e prática de atividades físicas. Atenção especial deve ser dada as vacinas, incluindo a de gripe. Em alguns casos, o tratamento do quadro alérgico (quando presente) pode reduzir a intensidade dos sintomas e a frequência de infecções.

A obstrução nasal é muito comum em recém-nascidos e lactentes. Diversas doenças e alterações congênitas podem causar obstrução nasal em crianças desta faixa etária e, nesta situação, o médico deve ser procurado. Na maioria dos casos, a obstrução nasal é secundária às infecções virais e a processos irritativos, sendo seu tratamento basicamente sintomático. As crianças pequenas possuem tamanho muito reduzido das estruturas da via aérea superior, como o nariz, e apresentam grande dificuldade de deglutir e/ou assoar secreções. A higiene ou lavagem nasal com solução salina é recomendada por aliviar os sintomas e, assim, facilitar o sono e a amamentação.

A presença de umidade visível ou de manchas de mofo indica elevada concentração de fungos no ambiente. Este fator já foi associado a diversas condições desfavoráveis de saúde, como maior ocorrência de doenças respiratórias. Além de induzir sintomas (como tosse, prurido e obstrução nasal) em pacientes susceptíveis e que apresentem alergias, os fungos também podem atuar de forma direta, irritativa, causando sintomas respiratórios em pessoas não alérgicas. Os fungos são um dos principais alimentos dos ácaros e é comum se encontrar elevada concentração de ácaros nos ambientes úmidos.

Os perfumes, assim como os produtos de limpeza com fragrâncias intensas, podem irritar a mucosa nasal e desencadear sintomas de rinite em pessoas alérgicas. É importante ressaltar que as pessoas com rinite alérgica não tem alergia específica ao perfume ou à sua fragrância e que este atua como um irritante inespecífico. O uso eventual destes produtos em pessoas com quadro alérgico, mas que esteja bem controlado normalmente é bem tolerado. O uso regular, entretanto, não é recomendado.

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